Não somos maus, só gostamos de pecadores sórdidos e de seus irresistíveis pecados, gostamos de adivinhar a felicidade das pessoas. Será que não entendemos?
Adivinhar as falhas alheias, ir a biblioteca só para tentar descobrir que livro as pessoas estavam levando... Ela gostava de suas manias humanas, só não gostava da vertigem. Sempre tinha o que dizer, falhou. E o que sempre foi medo de altura, no fim das contas se mostrou uma vontade súbita de cair, de falhar. Ela odiava não ter o controle da situação, odiava aquelas síncopes em doses diárias.