Vez enquando, uma coisa normal, algo casual.
Vez enquando se passa despercebido,
fugindo desses padrões de estética,
uma questão de mero quesito.
Contrai o músculo bucinador,
eleva as maçãs do rosto,
e mostra ao mundo o branco do céu,
um coletivo de felicidade.
Vez enquando se escondem por mera bobeira,
vergonha ou falta de coragem.
É a perfeita distração para os olhos curiosos,
não é pouco, e nem exagero e nada medido
com tanta grandeza, mas uma felicidade de
múltiplas escolhas.
Vez enquando era só pra ser sincero,
um esquecido, daqueles que a gente esconde
em uma caixa a sete chaves que
para abri-lá iria doer, mas ainda doeria mais se não a abrisse.
Vez enquando, se dá uma história,
uma trilha sonora, se cria um filme,
carinhos e poemas desiludidos de suas métricas.
Perde-se em toda semântica. Aparece numa segunda-feira,
perdido no começo da semana.
Se parece com ensaios de literatura,
ou vez enquando apenas um teatro greco-romano,
uma satírica, zombaria, assim, coisa e tal.
Mas em alguns segundos, coloca-se palavras iguais
num substantivo aumentativo.
Vez enquando me faz voltar a degustar o acaso.
Mas assim,
só vez enquando.
Ou às vezes,
várias vezes!
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