Já não transbordo mais. Ainda falo como se estivesse fora de mim, como se fosse alguém que me devesse satisfações. Estranho te guardar assim e acabar me aguardando. Está tão lá dentro que eu mesma não cheguei a tempo de te deixar verter...
Eu não o esqueceria. Nem o doce, nem o riso, nem o fio de cabelo. Por mais que não escrevesse sobre, não há um minuto se quer em que eu não me lembre daquela voz e daquele cheiro. Foi durante essas semanas que aquele vazio que a gente sente desde pequeno desapareceu. Aquele aperto incômodo que não passa nunca, entende? Pode ser viagem, coisa de gente sentimental (que eu nunca fui), mas eu jamais me senti parte de coisa alguma, nunca houve aquela sensação de segurança... Até eles fazerem minha vida parecer um filme.
Querido Deus, me dê compreensão, um pulmão forte e paz no coração.
Amém
(esse show eu nao queria ter perdido, enfim..)
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