quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Leve como leve pluma. Muito leve, leve pousa.

Você acha que é desleixo não se preocupar, reclama até da liberdade, do inverno que voltou. E eu vou dizer, mesmo que você não escute, que está tudo bem, que você devia desviar do vento e pronto. Olha, tomara que você pare de chorar e acabe bem longe de travesseiros sujos de rímel molhado. E das suas listas de afazeres nunca concluídos, do cheiro de fumaça de cigarro e das fossas também, porque não sou de desejar o mal pra ninguém. Até o Rob Fleming já dizia naquele livro: "a infelicidade realmente significava algo naquela época. Agora é só um saco, como ficar resfriado ou não ter dinheiro". Além do mais, a gente um dia aprende a se respeitar e vê que de nada adianta entender de tudo e sempre querer ler pelas entrelinhas, fica tranqüila, já já você acredita que "viver ultrapassa qualquer entendimento". Minha avó sempre dizia que o que não tem remédio remediado está. É bem mais fácil assim, sem sorvetes derretidos, monólogos sem abreviaturas, potes de nutella, pés congelados, bilhetes desconexos, fotos amassadas...


Para todas as meninas que nunca conseguem se tornar mulheres

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