quinta-feira, 24 de março de 2011

Silêncio da Madrugada.



Uma peneira sobre meus sentidos. Não posso tapá-los totalmente, mas não os deixo soltos, livremente.
Queria eu, ser Clarice Lispector, que só está triste por estar cansada, e não despedaçada.
Por isso eu tenho nojo do mundo, onde os nossos prazeres são privados pelas vontades dos outros.
O mundo só seria perfeito se eu conseguisse viver só, o mundo seria perfeito se tivesse tele-entrega de cigarros às 04:40 a.m. de uma quinta-feira cinzenta e que meu copo não estivesse vazio.
Café com Van Gogh, Cèzanne, Gauguin e Gombrich. Sem cigarros e uma longa madrugada.

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