E ela não sabia quanto tempo era capaz de esperar. Ela não esperava. Não, nunca. As vezes ela não queria jogar, mas se tornava inevitável... Quando era tomada por algum tipo horrível de piedade, aquela ânsia violenta trazia com ela um novo conjunto de palavras com vida própria, que iam se cuspindo e se vomitando automaticamente. Também nunca acreditou em uma possível capacidade de marcar pessoas, e ela não acredita em ninguém. Um pequeno projeto de desculpas falsas e descabeladas queria nascer. As pessoas multidimensionais ainda corriam atrás daquele pedaço de obsessão, que continuava perdida naquele universo insípido e interminado.
O medo senta ao meu lado, agora. Díficil é não esperar mais nada de ninguém, ficar procurando aquelas coisas inatingíveis, aqueles perfeitos espasmos de solidão a dois. O sonho não acabou. Ainda. E, seja lá o que isto signifique, é mesmo melhor ser feliz sozinho do que sofrer junto?
Tudo bem, eu também nunca vi estrelas demais...
Um comentário:
dont worry :}
be happy!
Postar um comentário