O que falta torna-se o buraco do abismo do qual me afundo.
Sem motivos, só contradições, uma estrada sem chão.
Não compreendo qualquer coisa ou qualquer significado.
Não coloco sub-títulos nem julgo o tamanho do tipo,
foda-se você e seus estereotípos, tô cheia de sacanagem,
de uma vida só de libertinagem.
Esboço um sorriso, mas eu digo, é só disfarce.
No fundo não aguento tanta sublimação, tanta fumaça,
tanto sinais espalhados, de coisas que somem, de
coisas que finjo importar, de coisas que não aguento,
de coisas que não posso mais.
Minha paciência é curta, minha libertade se esgosta.
Me sufoco a cada segundo no ar do qual respiro,
tudo se torna lento, minha vida se encurta, e eu caio.
Já não sei mais. Não dá mais.
Cansei do barulho do teclado, de papos monosílabos, de criar
histórias em minha cabeça e figurá-las.
Meu coração é faminto e nunca se saceia,
estou exausta e agora entro em sono profundo.
Durmo na espera de nada. Nada.
Nada, o abismo que bebo e me afundo a cada segundo mais.
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