Eu criava pesadelos absurdamente reais, e esquecia de inventar meu herói, todas as noites eu morria e acordava aos prantos. Sofria de uma quase esquizofrenia, um transtorno obcessivo. Era compulsiva por criar meus próprios fantasmas e me auto-destruir. Então eu transmitia minha energia compulsivamente negativa para todos ao meu redor, e pensava nisso todo o tempo.
Nunca senti atração pelo fantasioso, a vida real me parecia mais emocionante, um jogo é sempre mais divertido quando os riscos que se corre são verdadeiros.
Eu preferia a vida, mas criava minhas próprias ilusões e brincava de sonhar, acordada. Devido ao meu palácio de mentirinhas, meu coração pulsava mais rápido e o suor nunca parava, então fiz minhas 7 vidas e comecei a brincar de viver, na realidade.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
sábado, 9 de julho de 2011
quarta-feira, 6 de julho de 2011
A velha casa, a velha rua, a velha cidade.
Daqui é possível escutar o silêncio dos ponteiros que correm da mesmice diária. Eu, eu, eu... Tudo aqui lembra de um tempo atrás. Consigo estranhar como parece tudo igual. Como se nada mudasse. Como se a velha alma achou seu corpo perdido. O corpo adormecido e escondido em algum canto. Nem o clima da cidade o corpo estranhou. Reagiu como antigamente se era de costume. A cidade inspiradora.
Mas nota-se algo a mais, que a necessidade de pertencer a dois mundos distintamente distantes, era a mesma. Sempre o que prevalece é a dúvida, em qualquer decisão, dúvida gerada por dois ambientes aconchegantes. Duas metades que se completam, do oposto de humor e hábitos.
Não sei se gosto de frio, não sei se prefiro o calor. Não sei se meu Norte é o Sul ou o Cerrado. É sempre assim, uma dúvida. Não consigo eliminar nenhuma parte, foi assim que me criaram e acho que minha sentença é permanecer assim inconstante, uma dúvida incalável.
Mas no fim percebo que o vazio está no dialeto insaciável da abstinência de alguma das partes.
Mas nota-se algo a mais, que a necessidade de pertencer a dois mundos distintamente distantes, era a mesma. Sempre o que prevalece é a dúvida, em qualquer decisão, dúvida gerada por dois ambientes aconchegantes. Duas metades que se completam, do oposto de humor e hábitos.
Não sei se gosto de frio, não sei se prefiro o calor. Não sei se meu Norte é o Sul ou o Cerrado. É sempre assim, uma dúvida. Não consigo eliminar nenhuma parte, foi assim que me criaram e acho que minha sentença é permanecer assim inconstante, uma dúvida incalável.
Mas no fim percebo que o vazio está no dialeto insaciável da abstinência de alguma das partes.
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