quarta-feira, 6 de julho de 2011

A velha casa, a velha rua, a velha cidade.

Daqui é possível escutar o silêncio dos ponteiros que correm da mesmice diária. Eu, eu, eu... Tudo aqui lembra de um tempo atrás. Consigo estranhar como parece tudo igual. Como se nada mudasse. Como se a velha alma achou seu corpo perdido. O corpo adormecido e escondido em algum canto. Nem o clima da cidade o corpo estranhou. Reagiu como antigamente se era de costume. A cidade inspiradora.

Mas nota-se algo a mais, que a necessidade de pertencer a dois mundos distintamente distantes, era a mesma. Sempre o que prevalece é a dúvida, em qualquer decisão, dúvida gerada por dois ambientes aconchegantes. Duas metades que se completam, do oposto de humor e hábitos.

Não sei se gosto de frio, não sei se prefiro o calor. Não sei se meu Norte é o Sul ou o Cerrado. É sempre assim, uma dúvida. Não consigo eliminar nenhuma parte, foi assim que me criaram e acho que minha sentença é permanecer assim inconstante, uma dúvida incalável.

Mas no fim percebo que o vazio está no dialeto insaciável da abstinência de alguma das partes.

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