olha, se eu dissesse quantas vezes eu não falei. quantas vezes eu queria e nunca deixei. se eu pudesse escrever numa nuvem um conselho, escreveria pra vocês um apelo. sempre acreditei ser um sentimento tão puro que ninguém pudesse merecer. pensei que se o usasse sujaria ele com estas palavras. mas aí que a gente cresce e percebe que na maioria das vezes, em nossas vidas, o centro de tudo não somos nós e nem o que sentimos. eu não sou feita de mim, sou racionalizada por energias quentes ao meu redor, essas energias das quais nós eloqüentemente por vezes brigamos e deixamos de falar. se eu pudesse ser mais eu, seria mais nós, cultivaria mais nós. na verdade não a quantidade de nós mas sim, a intensidade nós. se eu pudesse ser mais feliz, viveria para nós. se eu pudesse registrar, gravaria teus nomes no meu peito, assim, com todo respeito. mas quem sou eu a mandar? dessas coisas a gente não entende quanto mais vocês me prendem e colocam muito na gente. é de praxe essas coisas que o mundo traça no caminho e sempre nos coloca à diante, a cada dia mais um passo distante. mas se eu pudesse eu colocava na bagagem, pouco peso pra não atrasar o caminho, mas não sou eu quem faço minhas histórias, não sou pessoa apenas porque vivo sozinho, sou as energias que me cultivam, vários pulos em rebordosas que essa estrada traz consigo. sou nada, mas estou com tudo pois tenho vocês como amigos.
(são um monte de asneiras desbocadas em um dia em que tudo é nada, só registrei porque não quero peso, quero que nesse caminho eu consiga deixar o meu apelo)
Um comentário:
"We are here to unlearn the teachings of the church, state, and our educational system. We are here to drink beer. We are here to kill war. We are here to laugh at the odds and live our lives so well that Death will tremble to take us.”
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