quinta-feira, 29 de maio de 2014

INTJ

Ela poderia dizer tudo, não que ele quisesse escutar, seus elogios baratos, o sufoco. Ela continua igual, e isso acaba por fazer mal. A confusão, a dor, a dúvida, já se tornaram tão banais. E aquele passado, esquecido? A poesia, o doce, a rima, é isso o que revolta mais. O que come por dentro, é o orgulho e o arrependimento, de fato. Mas se é a solidão que os faz invencível, não diga a ela onde está. Perdoe, por não estar perto, por não dar a mão, as duas, o todo. A agonia incansável do seu erro, a certeza de quem falhou. O problema em pensar demais, o medo de sentir o vento batendo no rosto, a adrenalida se espalhando no corpo, por si só,a atormenta de novo. E ela, petulante e vulnerável, sempre se faz de forte, em seu corpo quase frágil. A música tocava seus ouvidos suavemente, e, sem pensar, o mundo girava em movimentos absurdamente provocantes. Ela, tão sincera e fria, como um cadáver, tão só, envolta em pensamentos ocultos na nostalgia e na irritação. Inquieta, faz de tudo para agir com cuidado, sem sentido, um nó cego perdido.


Nenhum comentário: