sexta-feira, 4 de março de 2011

Um sorriso imperfeito,
Feito de vazio, grande.
O olho se abrindo, risonho;
Feliz, por estar na indiferença
De um querido desconhecido.

A cada entrelinhas, sorrisos, descobertas;
Para diminuir essa apatia.
E quanto mais se sabe menos,
Menos se sabe por que se gosta mais.

Santa apatia, que sente fome
O carinho puro, o carinho burro,
Carinho que não se encontra.

Quem sabe se soubesse encontrar
Tudo deixaria de ser;
Então, apatia:
Permita-me conceber
Essa dádiva a você,
A quem me nega carinho
Por um samba sem saber.

(Eu fiz um poema, eu consegui)

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