O que falta torna-se o buraco do abismo do qual me afundo.
Sem motivos, só contradições, uma estrada sem chão.
Não compreendo qualquer coisa ou qualquer significado.
Não coloco sub-títulos nem julgo o tamanho do tipo,
foda-se você e seus estereotípos, tô cheia de sacanagem,
de uma vida só de libertinagem.
Esboço um sorriso, mas eu digo, é só disfarce.
No fundo não aguento tanta sublimação, tanta fumaça,
tanto sinais espalhados, de coisas que somem, de
coisas que finjo importar, de coisas que não aguento,
de coisas que não posso mais.
Minha paciência é curta, minha libertade se esgosta.
Me sufoco a cada segundo no ar do qual respiro,
tudo se torna lento, minha vida se encurta, e eu caio.
Já não sei mais. Não dá mais.
Cansei do barulho do teclado, de papos monosílabos, de criar
histórias em minha cabeça e figurá-las.
Meu coração é faminto e nunca se saceia,
estou exausta e agora entro em sono profundo.
Durmo na espera de nada. Nada.
Nada, o abismo que bebo e me afundo a cada segundo mais.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
quarta-feira, 25 de maio de 2011
E ela não sabia quanto tempo era capaz de esperar. Ela não esperava. Não, nunca. As vezes ela não queria jogar, mas se tornava inevitável... Quando era tomada por algum tipo horrível de piedade, aquela ânsia violenta trazia com ela um novo conjunto de palavras com vida própria, que iam se cuspindo e se vomitando automaticamente. Também nunca acreditou em uma possível capacidade de marcar pessoas, e ela não acredita em ninguém. Um pequeno projeto de desculpas falsas e descabeladas queria nascer. As pessoas multidimensionais ainda corriam atrás daquele pedaço de obsessão, que continuava perdida naquele universo insípido e interminado.
O medo senta ao meu lado, agora. Díficil é não esperar mais nada de ninguém, ficar procurando aquelas coisas inatingíveis, aqueles perfeitos espasmos de solidão a dois. O sonho não acabou. Ainda. E, seja lá o que isto signifique, é mesmo melhor ser feliz sozinho do que sofrer junto?
Tudo bem, eu também nunca vi estrelas demais...
O medo senta ao meu lado, agora. Díficil é não esperar mais nada de ninguém, ficar procurando aquelas coisas inatingíveis, aqueles perfeitos espasmos de solidão a dois. O sonho não acabou. Ainda. E, seja lá o que isto signifique, é mesmo melhor ser feliz sozinho do que sofrer junto?
Tudo bem, eu também nunca vi estrelas demais...
sexta-feira, 6 de maio de 2011
8e80
A sociedade te pede o meio termo. Nem 8 nem 80. Mas quem sente o gosto do limite, o meio termo se torna um veneno. Quem chega ao limite, experimenta as sensações que o mundo em si, não te proporciona. Quem chega ao limite, consegue movimentar o ponto da parte esquerda do seu cérebro para a direta, o ponto que quase atingimos quando sonhamos. A lucidez é chata. A sociedade é chata. Se você consegue viver a vida mesquinha e igual todos os dias, você se torna chato e dependente de drogas vendidas em farmácias.
Eu? Não conheço o que existe entre o 8 e 80.
Eu? Não conheço o que existe entre o 8 e 80.
Você se acostuma a ter controle de todas as situações, ou pelo menos se sente anestesiada em pensar que tem total controle delas. Quando uma ou duas saem do seu controle, te vem o desespero. O monstro do autocontrole se junta com todos os outros monstros do teu ser. Vira uma bagunça entrelaçada como um nó, firme e rígido. Sua cabeça cria zilhões de motivos para aumentar esse nó.
O tempo não passa e sua cabeça não para. Você se torna prisioneira do sistema, sobrevive em leis para viver, mas são elas que te matam.
*Feche os olhos para dormir de um dia tão cansativo, amanhã você vai trabalhar de novo*
O tempo não passa e sua cabeça não para. Você se torna prisioneira do sistema, sobrevive em leis para viver, mas são elas que te matam.
*Feche os olhos para dormir de um dia tão cansativo, amanhã você vai trabalhar de novo*
domingo, 1 de maio de 2011
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