"Penso que tens direito a um pouco de amor", disse ela. "Sonhei contigo, eu abri teu peito como se fosse um armário, com portas, e quando abri as portas vi todo o gênero de coisas agradáveis dentro de ti - ursos de peluche, pequeninos animais felpudos, todas essas coisas suaves e ternas. Depois sonhei com outro homem. Ele encaminhou-se para mim e estendeu-me algumas folhas de papel. Era escritor. Agarrei nas folhas e olhei para elas. E as folhas tinham cancro. Continuei a sonhar. Tens o direito de um pouco de amor"
Livro: Bukowski - Mulheres.
quinta-feira, 31 de março de 2011
quarta-feira, 30 de março de 2011
Um dose de entendimento, por favor!
Nem tudo que escrevo é verdade. Nem tudo que penso é real. Escrevo, crio estórias fantasiosas, sentimentos inexistentes. Tenho a facilidade de fantasiar tudo, cada mínimo detalhe. Não leve a sério. Acredite nas palavras que saem dos meus olhos, não de minhas mãos. Minhas mãos são árduas como a vida, escrevem porque precisam, sonham pra deixar tudo colorido, aumentam as linhas para colocar melancolia. Pode ser que me baseie vez em quando, em fatos reais. Mas não são verdades. Desculpem qualquer ressentimento, peço desculpas por minhas mãos.
Não sei fazer poesia, escrevo por linhas tortas. Antigamente até excluiria textos daqui, mas dessa vez resolvi pedir entendimento. Palavras são ambíguas, faço da palavra o meu sarcasmo escondido. Nunca se sabe a face escondida por trás delas. Meu sofrimento não é verdadeiro, se fosse verdade estaria pedindo socorro. Eu só preciso de utensílios para começar um texto. o resto são minhas mãos que comandam.
Entenda, tenho um pouco de Vinícius de Moraes, vou criar e fantasiar amores intensamentes, mas amanhã já acabou, nunca vou me satisfazer!
Não sei fazer poesia, escrevo por linhas tortas. Antigamente até excluiria textos daqui, mas dessa vez resolvi pedir entendimento. Palavras são ambíguas, faço da palavra o meu sarcasmo escondido. Nunca se sabe a face escondida por trás delas. Meu sofrimento não é verdadeiro, se fosse verdade estaria pedindo socorro. Eu só preciso de utensílios para começar um texto. o resto são minhas mãos que comandam.
Entenda, tenho um pouco de Vinícius de Moraes, vou criar e fantasiar amores intensamentes, mas amanhã já acabou, nunca vou me satisfazer!
terça-feira, 29 de março de 2011
Carta anônima.
"Você não sabe as sensações que me causaram ver o quanto gosta do minimalismo. Além da maneira que deixa o foco de luz de suas fotos, digo em relação a sensação que elas causam. As coisas que você diz, além de você ser verdadeiramente lindas. E não me venha dizer que não é. Você tem uma beleza de verdade você é, para meus instintos, mulher de verdade. Você tem a beleza do corpo, como tem a beleza da alma. Dentro de tudo que eu disse.
Não estou falando das coisas na prática. Estou falando na essência. Que você mesmo disse que é só um pontinho que fica no fundo da alma. E é por isso que eu disse que você envolve a minha completamente. E isso que causa é natural. E é por isso, também, que estou implorando pra eu conhecer essa essência. Como eu havia dito, deixa disso, eu simplesmente estou tentando traduzir o que causa em mim. Isso é muito mais simples do que pensa. É como a sua arte. Minimalista.
Bom, se o caso for de não querer eu entendo. Mas a "beleza" está nos olhos de quem vê, me desculpe dizer isso. Eu queria apenas conhecer mais um pouco do que você é, do que sente, o mergulhar nas profundesas de sua alma e de seu doce encanto. Que sinto. Naquilo que você simplesmente vê como natural. Eu vejo como um ar, uma brisa à minha alma. Por isso pode ser que não enxerga as coisas nessa maneira. Não quero parecer insistente, nem é isso que estou fazendo também. Só não quero que as coisas aconteçam ou deixem de acontecer por coisas não-exclarecidas ou mal-exclarecidas. Usei muita analogia e figuração pra descrever as coisas até o presente momento.
Infelizmente as pessoas costumam saber das outras de fora pra dentro. Por isso nunca exploram nada. Observam só o que está por fora e logo enxerga um rótulo. Todo mundo é assim, em muitos maneiras expomos esse pontinho de onde brota tudo que tem em volta, aquelas coisas mais íntimas que são apenas nossas. Poucas vezes alguém realmente para pra entrar e sentir aquilo ali. Eu simplemente olhei um postagem sua, de uma obra X que não lembro qual era. Apartir de então passei a observar cada momento e cada ação sua. Sempre expunha o que vem da arte que mais me encanta. É uma coisa que está em você, é só seu. E ela me atinge em cheio. O melhor de tudo é que me faz bem. Quero que saiba que isso tudo vai muito além. Quero ter o prazer de faze-la saber de cada detalhe. Assim como eu também quero conhecer e saber de cada detalhe seu. Explorar tudo que está no seu mais íntimo.
As palavras servem só pra indicar a primeira camada da comunicação humana. Longe de chegar na arte, que fala por quase todas, se não for por todas. E você falou através dela e me atingiu. Por isso realmente não tem o que dizer. Assim como eu não tenho. E é por isso, também, que quero compartilhar com você, em sua presença. Por isso você desperta todos os desejos da alma. Você, como disse, para mim, para meu corpo e para minha alma é mulher de verdade. Quero te fazer bem acima de qualquer coisa. Nada me dá mais prazer que isso, de verdade."
[receber elogios, faz bem pra alma]
Não estou falando das coisas na prática. Estou falando na essência. Que você mesmo disse que é só um pontinho que fica no fundo da alma. E é por isso que eu disse que você envolve a minha completamente. E isso que causa é natural. E é por isso, também, que estou implorando pra eu conhecer essa essência. Como eu havia dito, deixa disso, eu simplesmente estou tentando traduzir o que causa em mim. Isso é muito mais simples do que pensa. É como a sua arte. Minimalista.
Bom, se o caso for de não querer eu entendo. Mas a "beleza" está nos olhos de quem vê, me desculpe dizer isso. Eu queria apenas conhecer mais um pouco do que você é, do que sente, o mergulhar nas profundesas de sua alma e de seu doce encanto. Que sinto. Naquilo que você simplesmente vê como natural. Eu vejo como um ar, uma brisa à minha alma. Por isso pode ser que não enxerga as coisas nessa maneira. Não quero parecer insistente, nem é isso que estou fazendo também. Só não quero que as coisas aconteçam ou deixem de acontecer por coisas não-exclarecidas ou mal-exclarecidas. Usei muita analogia e figuração pra descrever as coisas até o presente momento.
Infelizmente as pessoas costumam saber das outras de fora pra dentro. Por isso nunca exploram nada. Observam só o que está por fora e logo enxerga um rótulo. Todo mundo é assim, em muitos maneiras expomos esse pontinho de onde brota tudo que tem em volta, aquelas coisas mais íntimas que são apenas nossas. Poucas vezes alguém realmente para pra entrar e sentir aquilo ali. Eu simplemente olhei um postagem sua, de uma obra X que não lembro qual era. Apartir de então passei a observar cada momento e cada ação sua. Sempre expunha o que vem da arte que mais me encanta. É uma coisa que está em você, é só seu. E ela me atinge em cheio. O melhor de tudo é que me faz bem. Quero que saiba que isso tudo vai muito além. Quero ter o prazer de faze-la saber de cada detalhe. Assim como eu também quero conhecer e saber de cada detalhe seu. Explorar tudo que está no seu mais íntimo.
As palavras servem só pra indicar a primeira camada da comunicação humana. Longe de chegar na arte, que fala por quase todas, se não for por todas. E você falou através dela e me atingiu. Por isso realmente não tem o que dizer. Assim como eu não tenho. E é por isso, também, que quero compartilhar com você, em sua presença. Por isso você desperta todos os desejos da alma. Você, como disse, para mim, para meu corpo e para minha alma é mulher de verdade. Quero te fazer bem acima de qualquer coisa. Nada me dá mais prazer que isso, de verdade."
[receber elogios, faz bem pra alma]
segunda-feira, 28 de março de 2011
in-certo.
Nunca tive certeza de um número, até escolhê-lo aleatoriamente e senti-lo penetrando em meu ser e girando por horas e horas, até sentir um ponteiro lentamente girando dentro do meu estômago. Seu barulho calmamente em minha cabeça: tick tack... e esse tempo cada vez mais suave: t-ick, t-a-ck, t-i-c-k, t--------a-------c-----------------.... até o som sumir perfeitamente, até começar a me indagar novamente se aquele barulho existiu, até suas ondas se propagarem tão distantes que seria impossível de alcançá-las.
Esse número se dissolve em uma sopa, se mistura no líquido e se vai. Nunca tive certeza. O número que cega minha visão, que apaga a cor dos olhos, que se mistura na cor do mundo.
Esse número pode ser 26, 27, 28, pode significar segunda, terça ou quarta-feira. Pode ser a incerteza duma terça-feira dia 29. Pode ser o medo do amanhã e a insignificância do medo.
Pode ser o número do futuro, ou o dia em que se acaba o mundo, ou o dia em que o mundo se acaba pra mim.
Mas ele me perturba segundos e segundos do meu ser, quilômetros e quilômetros da minha alma e a imensidão dos meus pensamentos.
Eu nunca tive certeza da liberdade, até sair de casa. Eu nunca tive certeza da vida, até passar a viver. Eu nunca tive certeza dos sentimentos, até começar a vê-los como um número que se esconde em alguma estrada do infinito.
Eu não sei sobre o número, nunca se sabe sobre os números, eles são pensamentos calados que saem num sopro de alívio. Mas eu sei que só se pode continuar quando se perde a noção deles.
Esse número se dissolve em uma sopa, se mistura no líquido e se vai. Nunca tive certeza. O número que cega minha visão, que apaga a cor dos olhos, que se mistura na cor do mundo.
Esse número pode ser 26, 27, 28, pode significar segunda, terça ou quarta-feira. Pode ser a incerteza duma terça-feira dia 29. Pode ser o medo do amanhã e a insignificância do medo.
Pode ser o número do futuro, ou o dia em que se acaba o mundo, ou o dia em que o mundo se acaba pra mim.
Mas ele me perturba segundos e segundos do meu ser, quilômetros e quilômetros da minha alma e a imensidão dos meus pensamentos.
Eu nunca tive certeza da liberdade, até sair de casa. Eu nunca tive certeza da vida, até passar a viver. Eu nunca tive certeza dos sentimentos, até começar a vê-los como um número que se esconde em alguma estrada do infinito.
Eu não sei sobre o número, nunca se sabe sobre os números, eles são pensamentos calados que saem num sopro de alívio. Mas eu sei que só se pode continuar quando se perde a noção deles.
domingo, 27 de março de 2011
Domingo.
Passou. Como nunca imaginei que iria passar. Foi. Mudou-se. Moveu-se. Inverteu-se. Sem ressentimentos, ficou. Morreu. Demorou. Mas não existe mais. Com falácias fantasiosas, deixou de ser no passado e veio a não-ser no presente. Calculei errado os dias, adicionei quando no caso era uma subtração. Desapareceu. Correu entre os dias e ficou. Me julgava uma menina. Mas estou com características de uma mulher.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Indifference.
Que diferença faria se arrancasse essa pele do meu rosto?
Que diferença faria se furasse meus olhos com uma agulha?
Que diferença faria se ficasse surda, muda?
Que diferença faria se arrancasse todos esses fios de cabelos dourados?
E se eu me queimasse até sentir o odor de meus ossos?
Se eu desaparecesse da rotina de todos? Se me mudasse pra longe?
Alguém se importaria?
Esse mundo de aparências, de interesses, me enoja. Minha cabeça estava sempre grávida e enjoada.
Sinto-me um parasita excluído.
Não adianta, não vou chamar sua atenção. Sou um projeto de intelecto apodrecido com as dores do mundo. Finjo ser livre para conseguir caminhar por pessoas cansadas, apressadas, sem interesse algum por nada. Dão-me camadas de palavras ilusórias, as engulo como um veneno para me tornar imune. Elas mentem silenciosamente.
Que diferença a verdade faria? Nenhuma.
Aos abismos do pessimismo eu ainda vivo, por quê? Não sei.
"i will scream my lungs out
till it fills this room"
Que diferença faria se furasse meus olhos com uma agulha?
Que diferença faria se ficasse surda, muda?
Que diferença faria se arrancasse todos esses fios de cabelos dourados?
E se eu me queimasse até sentir o odor de meus ossos?
Se eu desaparecesse da rotina de todos? Se me mudasse pra longe?
Alguém se importaria?
Esse mundo de aparências, de interesses, me enoja. Minha cabeça estava sempre grávida e enjoada.
Sinto-me um parasita excluído.
Não adianta, não vou chamar sua atenção. Sou um projeto de intelecto apodrecido com as dores do mundo. Finjo ser livre para conseguir caminhar por pessoas cansadas, apressadas, sem interesse algum por nada. Dão-me camadas de palavras ilusórias, as engulo como um veneno para me tornar imune. Elas mentem silenciosamente.
Que diferença a verdade faria? Nenhuma.
Aos abismos do pessimismo eu ainda vivo, por quê? Não sei.
"i will scream my lungs out
till it fills this room"
Silêncio da Madrugada.
Uma peneira sobre meus sentidos. Não posso tapá-los totalmente, mas não os deixo soltos, livremente.
Queria eu, ser Clarice Lispector, que só está triste por estar cansada, e não despedaçada.
Por isso eu tenho nojo do mundo, onde os nossos prazeres são privados pelas vontades dos outros.
O mundo só seria perfeito se eu conseguisse viver só, o mundo seria perfeito se tivesse tele-entrega de cigarros às 04:40 a.m. de uma quinta-feira cinzenta e que meu copo não estivesse vazio.
Café com Van Gogh, Cèzanne, Gauguin e Gombrich. Sem cigarros e uma longa madrugada.
sexta-feira, 18 de março de 2011
É mais fácil lidar com uma má consciência do que com uma má reputação.
Friedrich Nietzsche
Temos a arte para não morrer da verdade.
Friedrich Nietzsche
É difícil viver com as pessoas porque calar é muito difícil.
Friedrich Nietzsche
Quando se amarra bem o próprio coração e se faz dele um prisioneiro, pode-se permitir ao próprio espírito muitas liberdades.
Friedrich Nietzsche
A música oferece às paixões o meio de obter prazer delas.
Friedrich Nietzsche
Onde amor e ódio não concorrem ao jogo, o jogo da mulher torna-se medíocre.
Friedrich Nietzsche
Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade.
Friedrich Nietzsche
Éramos amigos e agora somos estranhos um ao outro. Mas não importa que assim o seja: não procuremos escondê-lo ou calá-lo como se isso nos desse razão para nos envergonhar. Somos dois navios cada um dos quais com o seu objetivo e a sua rota particular
Friedrich Nietzsche
Friedrich Nietzsche
Temos a arte para não morrer da verdade.
Friedrich Nietzsche
É difícil viver com as pessoas porque calar é muito difícil.
Friedrich Nietzsche
Quando se amarra bem o próprio coração e se faz dele um prisioneiro, pode-se permitir ao próprio espírito muitas liberdades.
Friedrich Nietzsche
A música oferece às paixões o meio de obter prazer delas.
Friedrich Nietzsche
Onde amor e ódio não concorrem ao jogo, o jogo da mulher torna-se medíocre.
Friedrich Nietzsche
Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade.
Friedrich Nietzsche
Éramos amigos e agora somos estranhos um ao outro. Mas não importa que assim o seja: não procuremos escondê-lo ou calá-lo como se isso nos desse razão para nos envergonhar. Somos dois navios cada um dos quais com o seu objetivo e a sua rota particular
Friedrich Nietzsche
quinta-feira, 17 de março de 2011
Despedida.
Tinhamos combinado que antes de você partir, beberiámos nossa pinga.
01:00 18/03/2011
Meu quarto escuro, sua sombra aparece, sem muito entender, você me estende tua mão e me entrega meu copo. Conversa sobre algo normal, me faz rir e sai.
Agora, olho para meu copo vazio e percebo que chegou a hora, você veio me dizer tchau.
E sem reação, meu olhos começaram a lacrimejar.
Eu, tão acostumada com despedidas. Sangue frio, coração quente.
Mas é que hoje, me deu a dor da solidão, o medo de ficar só.
Para meus pais, já disse meu tchau. Crescer dói.
Tô fraca, sensivel, vulnerável.
Seguro meu copo, deito com a solidão.
Vá com Deus, sangue do meu sangue.
(e o coração fica miudo... e os dias estão tão tristes)
01:00 18/03/2011
Meu quarto escuro, sua sombra aparece, sem muito entender, você me estende tua mão e me entrega meu copo. Conversa sobre algo normal, me faz rir e sai.
Agora, olho para meu copo vazio e percebo que chegou a hora, você veio me dizer tchau.
E sem reação, meu olhos começaram a lacrimejar.
Eu, tão acostumada com despedidas. Sangue frio, coração quente.
Mas é que hoje, me deu a dor da solidão, o medo de ficar só.
Para meus pais, já disse meu tchau. Crescer dói.
Tô fraca, sensivel, vulnerável.
Seguro meu copo, deito com a solidão.
Vá com Deus, sangue do meu sangue.
(e o coração fica miudo... e os dias estão tão tristes)
quarta-feira, 16 de março de 2011
Me olho no espelho e tudo o que vejo é uma larga estrada de terra, coberta por uma neblina densa e baixa.
Ela é fria, ela é longa, ela é árdua, ela acaba.
Me perdi… em alguma manobra arriscada, por alguma palavra lançada, devido a roupa mal-lavada, quando rolei a escada, porque não disse nada, idéia entrecortada, calada, malfadada, pesada…
E quando você se dá conta, transformou-se em algo totalmente oposto a tudo o que você sempre quis ser…
Mas você nunca soube o que quis ser, afinal…
Viver dói
A única coisa que torna possível a identidade é a ausência de mudança, mas ninguém acredita de fato que se seja semelhante àquilo de que se lembra.
"So why do you fill my sorrow
With the words you've borrowed"
Ela é fria, ela é longa, ela é árdua, ela acaba.
Me perdi… em alguma manobra arriscada, por alguma palavra lançada, devido a roupa mal-lavada, quando rolei a escada, porque não disse nada, idéia entrecortada, calada, malfadada, pesada…
E quando você se dá conta, transformou-se em algo totalmente oposto a tudo o que você sempre quis ser…
Mas você nunca soube o que quis ser, afinal…
Viver dói
A única coisa que torna possível a identidade é a ausência de mudança, mas ninguém acredita de fato que se seja semelhante àquilo de que se lembra.
"So why do you fill my sorrow
With the words you've borrowed"
terça-feira, 15 de março de 2011
"Ele vai mudar, escolher um jeito novo de dizer alo.
Vai ter medo que um dia ela vá mudar, que aprenda a esquecer sua velha paixão.
Mas evita ir até o telefone, para conversar, pois é muito tarde pra ligar.
Tem pensando nela, estava com saudades, mesmo sem ter esquecido..."
Vai ter bidê ou balde em Goiânia, uhuul : )
Susto. Sus-to. Sós tu.
A faca no peito, o suor frio.
Sinestésicamente as mesmas palavras que me fazem amar, me fizeram me matar nas últimas que li.
E por fim me afogo, na cachaça que tenho, abençoada seja minha garganta por cravo e canela.
Sinestésicamente as mesmas palavras que me fazem amar, me fizeram me matar nas últimas que li.
E por fim me afogo, na cachaça que tenho, abençoada seja minha garganta por cravo e canela.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Ah... que saudades que eu tava da minha cama.
Eu posso reclamar o que for, mas eu amo a minha cidade...
Então, deixo aqui um Curta pra vocês:
"Julie é uma suiça que acabou de se mudar para Goiânia. Pouco a pouco, ela tenta entender a cidade. Até se transformar em uma parte dela.
Direção e Roteiro: Jarleo Barbosa
Direção de Fotografia: Emerson Maia
Direção de Arte: Benedito Ferreira
Produção: Larissa Fernandes
Edição: Pedro Novaes
Edição de Som: Thaís Oliveira
Trilha Sonora: Victor L. Pontes
Música Tema: Folk Heart "
Acessem esse link para o clipe:
http://vimeo.com/20676893
Eu posso reclamar o que for, mas eu amo a minha cidade...
Então, deixo aqui um Curta pra vocês:
"Julie é uma suiça que acabou de se mudar para Goiânia. Pouco a pouco, ela tenta entender a cidade. Até se transformar em uma parte dela.
Direção e Roteiro: Jarleo Barbosa
Direção de Fotografia: Emerson Maia
Direção de Arte: Benedito Ferreira
Produção: Larissa Fernandes
Edição: Pedro Novaes
Edição de Som: Thaís Oliveira
Trilha Sonora: Victor L. Pontes
Música Tema: Folk Heart "
Acessem esse link para o clipe:
http://vimeo.com/20676893
domingo, 13 de março de 2011
at home, sweet home.
"Ahh Home. Let me go home.
Home is wherever I'm with you.
Ahh Home. Let me go ho-oh-ome.
Home is wherever I'm with you.
La, la, la, la, take me home.
Daddy, I'm coming home."
quinta-feira, 10 de março de 2011
Escrava das palavras!
Depois do vazio, me vem a dissonância.
Então me calo, fecho os olhos e só ouço, bem de mansinho, assim...
Então me calo, fecho os olhos e só ouço, bem de mansinho, assim...
quarta-feira, 9 de março de 2011
O que eu sou?
O que eu sou?
Um nada.
Queria conseguir escrever algo, mas não tenho nada dentro. Estou vazia. De alma limpa, de coração puro. Pronta pra me preencher de novos sentimentos. De novos sentidos e significados. Tudo ficou no ontem.
Sento-me aqui, contlempo o vento, escuto uma música calma com um solo de piano indescritível, respiro fundo e deixo entrar.
A mesma medolia que invadia minha cabeça por um longo tempo, a deixei ali, no ontem.
Hoje sou um nada procurando definição.
Aqui do alto, perto das nuvens, vejo a imensidão do infinito mas até o infinito parece ter um fim, me faz ter uma perspectiva de um onde, um onde que tem um fim. Adotei isso, minha vida é um infinito onde tem um fim, não sei quando, como ou onde.
A única certeza é o fim.
Acendo outro cigarro, e começo a me enxer novamente.
Um nada.
Queria conseguir escrever algo, mas não tenho nada dentro. Estou vazia. De alma limpa, de coração puro. Pronta pra me preencher de novos sentimentos. De novos sentidos e significados. Tudo ficou no ontem.
Sento-me aqui, contlempo o vento, escuto uma música calma com um solo de piano indescritível, respiro fundo e deixo entrar.
A mesma medolia que invadia minha cabeça por um longo tempo, a deixei ali, no ontem.
Hoje sou um nada procurando definição.
Aqui do alto, perto das nuvens, vejo a imensidão do infinito mas até o infinito parece ter um fim, me faz ter uma perspectiva de um onde, um onde que tem um fim. Adotei isso, minha vida é um infinito onde tem um fim, não sei quando, como ou onde.
A única certeza é o fim.
Acendo outro cigarro, e começo a me enxer novamente.
terça-feira, 8 de março de 2011
Mar.
Sem cigarro, sem álcool, sem temor, estou aqui, em tua frente, te suplicando minha vida. Quando chego perto de ti, esqueço tudo, você engole tudo dentro de mim como uma aspiração. Me convida pra dançar, me chama pra amar. Me fala sobre a vida, e me mostra o infinito. Me convida pra ficar, me faz ir mais além.
Tira sarro da minha alma e do meu corpo. Me diz que sou fútil, me trata como um tolo.
ó querido mar.
Tira sarro da minha alma e do meu corpo. Me diz que sou fútil, me trata como um tolo.
ó querido mar.
O Jogo.
As águas que levam a vida, trazem de volta a tona suas verdades.
Verdade sobre mentiras.
Engulo a seco o gosto amargo que me entope o peito.
Mas Senhor, não quero brincar,
Cansei desse jogo de querer ganhar.
Em frente ao mar, dentro desse olhar,
Espero a vida voltar.
Não quero me angustiar, não quero procurar,
Só quero encontrar,
A razão para sambar, a canção para cantar,
Alguém pra amar.
O jeito vulgar, difícil de acreditar.
As ondas a rolar, minha vida a passar,
O tempo a acertar, o vento a suspirar,
Você a me atormentar.
A paz dentro do olhar, a mente a pausar,
As pessoas a machucar.
Senhor, pobre desse coração,
que já não tem mais razão,
pra acreditar numa canção.
Verdade sobre mentiras.
Engulo a seco o gosto amargo que me entope o peito.
Mas Senhor, não quero brincar,
Cansei desse jogo de querer ganhar.
Em frente ao mar, dentro desse olhar,
Espero a vida voltar.
Não quero me angustiar, não quero procurar,
Só quero encontrar,
A razão para sambar, a canção para cantar,
Alguém pra amar.
O jeito vulgar, difícil de acreditar.
As ondas a rolar, minha vida a passar,
O tempo a acertar, o vento a suspirar,
Você a me atormentar.
A paz dentro do olhar, a mente a pausar,
As pessoas a machucar.
Senhor, pobre desse coração,
que já não tem mais razão,
pra acreditar numa canção.
segunda-feira, 7 de março de 2011
domingo, 6 de março de 2011
Admiro.
"O que a gente chama de amor é apenas o álibi consolador da união de um perverso com uma puta, é somente o véu rosado que cobre o rosto assustador da solidão invencível."
"Pratico e louvo o hedonismo mundano, ele me poupa. ele me poupa das euforias grotescas do primeiro beijo, do primeiro telefonema, de escutar uma dúzia de vezes um simples recado, de tomar um café, uma bebida: as reminiscências da infâncias, os amigos comuns, as férias na côte d'azur, seguidas de um jantar: os escritores prediletos, o mal-estar de viver, o porquê de sair todas as noites, a primeira noite, seguida de outras mis, não ter mais nada o que dizer..."
"Eu te amo. E isso não é nada, mas é tudo."
" Não preciso fabricar nenhuma boa consciência.Não sofro disso."
"O espaço vital de um individuo é determinado neste planeta por uma garrafa."
" A humanidade sofre e eu sofro com ela "
"A felicidade é uma ilusão de ótica, dois espelhos que refletem entre si a mesma imagem do infinito. Nem tente buscar a imagem original, não existe nenhuma.
Não diga que a felicidade é efêmera. A felicidade não é efêmera. O sentimento que se sente e é tomado como felicidade quando se está apaixonado, quando se teve sucesso em alguma coisa, é uma liberdade condicional antes de conhecer a pena: o ser amado não se parece com nada, o que você conseguiu não serve pra nada. Isso não a faz infeliz, mas consciente. A felicidade não acaba, ela se retifica.
Nós inventamos a luz para negar a escuridão. Colocamos as estrelas no céu, plantamos postes a cada dois metros nas ruas. E lâmpadas dentro de nossas casas. Apague as estrelas e conteple o céu. O que você vê? Nada. Você está diante do infinito que seu espírito limitado é incapaz de conceber, de forma que você nada mais enxerga. E isso o angustia. É angustiante estar diante do infinito. Fique calmo; os seus olhos sempre encontrarão as estrelas obstruindo a trajetória deles e não irão mais longe. De forma que o vazio dissimulado por elas será ignorado por você. Apague a luz e arregale os olhos ao máximo. Você nada verá. Apenas a escuridão, a qual é mais percebida do que vista por você. A escuridão não está fora de você, ela está em você."
"Detestei minha vida. Quero viver outras"
"ele não responde, joga o casaco sobre meus ombros e me aperta nos seus braços. ele me beija na testa. uma lágrima rola na minha face, seguida de outra. não consigo mais me segurar, é o excesso de emoções contraditórias que ferviam dentro de mim e que transborda sem que eu possa fazer alguma coisa. VIVI DEMAIS CEDO DEMIAS, E POR DEMAIS SOLITÁRIA. eu não mereço que cuidem de mim. fico sem entender. não preciso de ninguém."
"Viver de amor, evian e marlboro light"
"É só tirar o terno Hugo Boss pendurado nos ombros, a Mercedes, o Rolex e não vai sobrar muita coisa desse ar imponente. Em vez disso, você terá um grande magrelo pelado, de olhar vazio e ar insignificante, bastante desamparado de se ver sem sua panóplia de homem poderoso."
"Eu não vou transcrever para vocês as tolices adoráveis que a gente fica trocando um com o outro ao longo das noites, nem descrever a maneira dele de recolocar as minhas mechas atrás da orelha, a suavidade do rosto dele contra o meu, o seu olhar mergulhado no meu. Como estão vendo, eu caio rapidamente nos piores clichês. Rostos grudados, olhos nos olhos, mão na mão... Como a gente fica babaca quando apaixonada."
"Você pensou que se divertia, sabia como me dominar. Mas era eu que sabia fingir. Era eu que te fazia sonhar."
"A gente toma Prozac como vocês tomam Melhoral, a gente tem vontade de se suicidar a cada saque na conta do banco, porque é realmente vergonhoso quando se pensa que tem lugar onde crianças morrem de fome, isso enquanto a gente se entope de porcaria ao encher a cara."
"Amor, isto é tudo o que a gente encontrou para alienar a depressão pós-cópula, para justificar a fornificação, para consolidar o orgasmo. Ele é a quintessência do Belo, do Bem, do Verdadeiro, que remodela a sua cara escrota, que sublima a sua existência mesquinha. Bom, eu, eu o rejeito. Pratico e louvo o hedonismo mundano, ele me poupa."
"Meu objetivo? Sacanear o mundo, inclusive você."
"A vida é uma sacanagem de merda e cada segundo de lucidez é um suplício."
Algumas frases do livro - Hell Paris - Lolita Pille.
Adoro como Lolita descreve o descaso sobre as coisas mundanas.
"Pratico e louvo o hedonismo mundano, ele me poupa. ele me poupa das euforias grotescas do primeiro beijo, do primeiro telefonema, de escutar uma dúzia de vezes um simples recado, de tomar um café, uma bebida: as reminiscências da infâncias, os amigos comuns, as férias na côte d'azur, seguidas de um jantar: os escritores prediletos, o mal-estar de viver, o porquê de sair todas as noites, a primeira noite, seguida de outras mis, não ter mais nada o que dizer..."
"Eu te amo. E isso não é nada, mas é tudo."
" Não preciso fabricar nenhuma boa consciência.Não sofro disso."
"O espaço vital de um individuo é determinado neste planeta por uma garrafa."
" A humanidade sofre e eu sofro com ela "
"A felicidade é uma ilusão de ótica, dois espelhos que refletem entre si a mesma imagem do infinito. Nem tente buscar a imagem original, não existe nenhuma.
Não diga que a felicidade é efêmera. A felicidade não é efêmera. O sentimento que se sente e é tomado como felicidade quando se está apaixonado, quando se teve sucesso em alguma coisa, é uma liberdade condicional antes de conhecer a pena: o ser amado não se parece com nada, o que você conseguiu não serve pra nada. Isso não a faz infeliz, mas consciente. A felicidade não acaba, ela se retifica.
Nós inventamos a luz para negar a escuridão. Colocamos as estrelas no céu, plantamos postes a cada dois metros nas ruas. E lâmpadas dentro de nossas casas. Apague as estrelas e conteple o céu. O que você vê? Nada. Você está diante do infinito que seu espírito limitado é incapaz de conceber, de forma que você nada mais enxerga. E isso o angustia. É angustiante estar diante do infinito. Fique calmo; os seus olhos sempre encontrarão as estrelas obstruindo a trajetória deles e não irão mais longe. De forma que o vazio dissimulado por elas será ignorado por você. Apague a luz e arregale os olhos ao máximo. Você nada verá. Apenas a escuridão, a qual é mais percebida do que vista por você. A escuridão não está fora de você, ela está em você."
"Detestei minha vida. Quero viver outras"
"ele não responde, joga o casaco sobre meus ombros e me aperta nos seus braços. ele me beija na testa. uma lágrima rola na minha face, seguida de outra. não consigo mais me segurar, é o excesso de emoções contraditórias que ferviam dentro de mim e que transborda sem que eu possa fazer alguma coisa. VIVI DEMAIS CEDO DEMIAS, E POR DEMAIS SOLITÁRIA. eu não mereço que cuidem de mim. fico sem entender. não preciso de ninguém."
"Viver de amor, evian e marlboro light"
"É só tirar o terno Hugo Boss pendurado nos ombros, a Mercedes, o Rolex e não vai sobrar muita coisa desse ar imponente. Em vez disso, você terá um grande magrelo pelado, de olhar vazio e ar insignificante, bastante desamparado de se ver sem sua panóplia de homem poderoso."
"Eu não vou transcrever para vocês as tolices adoráveis que a gente fica trocando um com o outro ao longo das noites, nem descrever a maneira dele de recolocar as minhas mechas atrás da orelha, a suavidade do rosto dele contra o meu, o seu olhar mergulhado no meu. Como estão vendo, eu caio rapidamente nos piores clichês. Rostos grudados, olhos nos olhos, mão na mão... Como a gente fica babaca quando apaixonada."
"Você pensou que se divertia, sabia como me dominar. Mas era eu que sabia fingir. Era eu que te fazia sonhar."
"A gente toma Prozac como vocês tomam Melhoral, a gente tem vontade de se suicidar a cada saque na conta do banco, porque é realmente vergonhoso quando se pensa que tem lugar onde crianças morrem de fome, isso enquanto a gente se entope de porcaria ao encher a cara."
"Amor, isto é tudo o que a gente encontrou para alienar a depressão pós-cópula, para justificar a fornificação, para consolidar o orgasmo. Ele é a quintessência do Belo, do Bem, do Verdadeiro, que remodela a sua cara escrota, que sublima a sua existência mesquinha. Bom, eu, eu o rejeito. Pratico e louvo o hedonismo mundano, ele me poupa."
"Meu objetivo? Sacanear o mundo, inclusive você."
"A vida é uma sacanagem de merda e cada segundo de lucidez é um suplício."
Algumas frases do livro - Hell Paris - Lolita Pille.
Adoro como Lolita descreve o descaso sobre as coisas mundanas.
"Choose life. Choose a job. Choose a career. Choose a family. Choose a fucking big television, Choose washing machines, cars, compact disc players, and electrical tin openers. Choose good health, low cholesterol and dental insurance. Choose fixed- interest mortgage repayments. Choose a starter home. Choose your friends. Choose leisure wear and matching luggage. Choose a three piece suite on hire purchase in a range of fucking fabrics. Choose DIY and wondering who you are on a Sunday morning. Choose sitting on that couch watching mind-numbing sprit- crushing game shows, stuffing fucking junk food into your mouth. Choose rotting away at the end of it all, pishing you last in a miserable home, nothing more than an embarrassment to the selfish, fucked-up brats you have spawned to replace yourself. Choose your future. Choose life... But why would I want to do a thing like that? "
Movie - Trainspotting
"Ambientado na década de 90 do século XX, Trainspotting reflete a desilusão de sua época, marcada pelo fracasso das ideologias que até então animavam as pessoas a lutarem por algo. Ao longo do filme, percebemos o desespero da juventude de então, marcada por um tempo em que o consumo substituiu afetos, idéias e a vida.
Não é de se estranhar, portanto, que as pessoas que não se adaptam à nova realidade busquem formas de viver diferentes. Os cinco jovens retratados escolheram como forma de protesto a marginalidade proporcionada pela heroína. É apenas através das drogas que eles conseguem passar o tempo, arranjar algum sentido no seu viver.
A juventude, que durante muito tempo foi a porta das novas idéias, das revoluções e da rebeldia, é tratada, nesta película, como um corpo alienado que ou se adapta a viver o consumismo como lei sem questionamentos ou escolhe viver de forma marginal pelas drogas, já que agora, contestar o sistema virou sinônimo de não ser ouvida.
Trainspotting tratará deste vazio e da forma como parte da juventude resolve encará-lo, através das drogas e de toda violência que delas decorre. Em outra parte do discurso de Renton, temos a explicação de seu vício. Para fugir dos dilemas sociais, das preocupações de um dia-a-dia vazio e sem sentido algum senão a busca do prazer, a heroína é o caminho mais curto. “As pessoas acham que [usar heroína] tem a ver com desespero, morte, miséria… o que não se pode negar. Mas eles esqueceram que há prazer nisso, caso contrário, não faríamos. Quando se é viciado, só se pensa nisso. E quando não é, é obrigado a pensar num monte de outras coisas. Se não tem grana, não pode fazer nada. Se tem, bebe demais. Se não tem namorada, não transa. Se tem, é um pé no saco. Tem que se preocupar com comidas, contas, com seu time de futebol que nunca vence. Com relações humanas. Todas essas coisas que não interessam quando se é viciado.”
Apenas o formato do filme e a seqüência de marcação por estações mostram a passagem do tempo em Trainspotting, já que no decorrer da história não há mudanças significativas na vida das personagens, a não ser saída e o retorno para um mesmo mundo de violência e drogas. Cabe ressaltar que a violência pode ser vista aqui não só nas cenas de briga, mas nas relações humanas decadentes e no abandono destes jovens, por parte do Estado, da família, da sociedade e no próprio descaso com que uns tratam os outros.
Pelas suas criticas à sociedade, por mostrar o sentimento de vazio dos jovens e sua rebeldia diante do falso moralismo e do cotidiano medíocre da classe média ocidental, Trainspotting é uma ótima visão do desespero daqueles jovens dos anos 90 que canalizaram o seu descontentamento para um método de escape que lhes proporcionasse o prazer imediato, sem se importar com a destruição resultante disso."
Odeio estereótipos, odeio leis, odeio o julgamento da sociedade.
O que é certo? O que é errado?
Quem foi que disse?
...
Somos livres pra sermos/fazermos tudo que nos convém.
REFLITE.
Movie - Trainspotting
"Ambientado na década de 90 do século XX, Trainspotting reflete a desilusão de sua época, marcada pelo fracasso das ideologias que até então animavam as pessoas a lutarem por algo. Ao longo do filme, percebemos o desespero da juventude de então, marcada por um tempo em que o consumo substituiu afetos, idéias e a vida.
Não é de se estranhar, portanto, que as pessoas que não se adaptam à nova realidade busquem formas de viver diferentes. Os cinco jovens retratados escolheram como forma de protesto a marginalidade proporcionada pela heroína. É apenas através das drogas que eles conseguem passar o tempo, arranjar algum sentido no seu viver.
A juventude, que durante muito tempo foi a porta das novas idéias, das revoluções e da rebeldia, é tratada, nesta película, como um corpo alienado que ou se adapta a viver o consumismo como lei sem questionamentos ou escolhe viver de forma marginal pelas drogas, já que agora, contestar o sistema virou sinônimo de não ser ouvida.
Trainspotting tratará deste vazio e da forma como parte da juventude resolve encará-lo, através das drogas e de toda violência que delas decorre. Em outra parte do discurso de Renton, temos a explicação de seu vício. Para fugir dos dilemas sociais, das preocupações de um dia-a-dia vazio e sem sentido algum senão a busca do prazer, a heroína é o caminho mais curto. “As pessoas acham que [usar heroína] tem a ver com desespero, morte, miséria… o que não se pode negar. Mas eles esqueceram que há prazer nisso, caso contrário, não faríamos. Quando se é viciado, só se pensa nisso. E quando não é, é obrigado a pensar num monte de outras coisas. Se não tem grana, não pode fazer nada. Se tem, bebe demais. Se não tem namorada, não transa. Se tem, é um pé no saco. Tem que se preocupar com comidas, contas, com seu time de futebol que nunca vence. Com relações humanas. Todas essas coisas que não interessam quando se é viciado.”
Apenas o formato do filme e a seqüência de marcação por estações mostram a passagem do tempo em Trainspotting, já que no decorrer da história não há mudanças significativas na vida das personagens, a não ser saída e o retorno para um mesmo mundo de violência e drogas. Cabe ressaltar que a violência pode ser vista aqui não só nas cenas de briga, mas nas relações humanas decadentes e no abandono destes jovens, por parte do Estado, da família, da sociedade e no próprio descaso com que uns tratam os outros.
Pelas suas criticas à sociedade, por mostrar o sentimento de vazio dos jovens e sua rebeldia diante do falso moralismo e do cotidiano medíocre da classe média ocidental, Trainspotting é uma ótima visão do desespero daqueles jovens dos anos 90 que canalizaram o seu descontentamento para um método de escape que lhes proporcionasse o prazer imediato, sem se importar com a destruição resultante disso."
Odeio estereótipos, odeio leis, odeio o julgamento da sociedade.
O que é certo? O que é errado?
Quem foi que disse?
...
Somos livres pra sermos/fazermos tudo que nos convém.
REFLITE.
sábado, 5 de março de 2011
Sentir saudades por antecipação.
Vou sentir falta da tua presença, sangue do meu sangue.
Vou sentir falta das nossas brigas, de você sempre exigir de mim o meu melhor, de me fazer ser melhor.
Vou sentir falta de você chegar do nada no meu quarto e me contar coisas banais.
Vou sentir falta de quando você vem de mansinho e toca uma música pra eu dormir.
Vou sentir falta de fazer tuas comidas preferidas.
Vou sentir falta de roubar tuas camisetas.
Vou sentir falta de beber pinga com você.
Vou sentir falta de chorar no teu colo.
Vou sentir falta do seu cheiro invadindo meu quarto.
Vou sentir falta de você brigar comigo porque todas as toalhas da casa estão no meu quarto.
Vou sentir falta daqueles dias tediosos quando nos embebedamos com vinho e assistimos um filme.
Vou sentir falta do teu abraço sincero.
Vou sentir falta de você chegar bêbado e me dizer tudo que pensa, e conversarmos sobre tudo e sobre todos.
Vou sentir falta de você ao meu lado todo dia, tô perdendo uma base. Mas te deixo livre, te quero livre;
Feliz ao lado de quem ama. Quero que dê tudo certo na tua vida.
Uma nova fase começa agora, fico feliz por te ver crescer e encarar tudo de frente.
Como mamãe disse:
"WILDER, sabe, eu fiz bastante loucuras, quem sabe não esta na sua hora"
Já me dói o peito de ouvir você falando: Vou sentir falta de comer a melhor sopa do mundo, Priscila, que sopa gostosa.
Isso dentre tantas outras coisas.
Desliguei meu som, só pra gravar o agora. Você cantando Legião Urbana.
Tem momentos em que devemos parar de pensar e sentir, tô sentindo o agora, ele já me faz falta.
Vou parar por aqui, nada muito piegas. Idiota, você me fez chorar... mimimi
(Para meu irmão, Wilder. Que um dia em que futrique minhas coisas e leia isso)
Para poucas pessoas que digo isso, você é uma delas: Te amo : )
Vou sentir falta da tua presença, sangue do meu sangue.
Vou sentir falta das nossas brigas, de você sempre exigir de mim o meu melhor, de me fazer ser melhor.
Vou sentir falta de você chegar do nada no meu quarto e me contar coisas banais.
Vou sentir falta de quando você vem de mansinho e toca uma música pra eu dormir.
Vou sentir falta de fazer tuas comidas preferidas.
Vou sentir falta de roubar tuas camisetas.
Vou sentir falta de beber pinga com você.
Vou sentir falta de chorar no teu colo.
Vou sentir falta do seu cheiro invadindo meu quarto.
Vou sentir falta de você brigar comigo porque todas as toalhas da casa estão no meu quarto.
Vou sentir falta daqueles dias tediosos quando nos embebedamos com vinho e assistimos um filme.
Vou sentir falta do teu abraço sincero.
Vou sentir falta de você chegar bêbado e me dizer tudo que pensa, e conversarmos sobre tudo e sobre todos.
Vou sentir falta de você ao meu lado todo dia, tô perdendo uma base. Mas te deixo livre, te quero livre;
Feliz ao lado de quem ama. Quero que dê tudo certo na tua vida.
Uma nova fase começa agora, fico feliz por te ver crescer e encarar tudo de frente.
Como mamãe disse:
"WILDER, sabe, eu fiz bastante loucuras, quem sabe não esta na sua hora"
Já me dói o peito de ouvir você falando: Vou sentir falta de comer a melhor sopa do mundo, Priscila, que sopa gostosa.
Isso dentre tantas outras coisas.
Desliguei meu som, só pra gravar o agora. Você cantando Legião Urbana.
Tem momentos em que devemos parar de pensar e sentir, tô sentindo o agora, ele já me faz falta.
Vou parar por aqui, nada muito piegas. Idiota, você me fez chorar... mimimi
(Para meu irmão, Wilder. Que um dia em que futrique minhas coisas e leia isso)
Para poucas pessoas que digo isso, você é uma delas: Te amo : )
sexta-feira, 4 de março de 2011
Um sorriso imperfeito,
Feito de vazio, grande.
O olho se abrindo, risonho;
Feliz, por estar na indiferença
De um querido desconhecido.
A cada entrelinhas, sorrisos, descobertas;
Para diminuir essa apatia.
E quanto mais se sabe menos,
Menos se sabe por que se gosta mais.
Santa apatia, que sente fome
O carinho puro, o carinho burro,
Carinho que não se encontra.
Quem sabe se soubesse encontrar
Tudo deixaria de ser;
Então, apatia:
Permita-me conceber
Essa dádiva a você,
A quem me nega carinho
Por um samba sem saber.
(Eu fiz um poema, eu consegui)
Feito de vazio, grande.
O olho se abrindo, risonho;
Feliz, por estar na indiferença
De um querido desconhecido.
A cada entrelinhas, sorrisos, descobertas;
Para diminuir essa apatia.
E quanto mais se sabe menos,
Menos se sabe por que se gosta mais.
Santa apatia, que sente fome
O carinho puro, o carinho burro,
Carinho que não se encontra.
Quem sabe se soubesse encontrar
Tudo deixaria de ser;
Então, apatia:
Permita-me conceber
Essa dádiva a você,
A quem me nega carinho
Por um samba sem saber.
(Eu fiz um poema, eu consegui)
Ás vezes me dá uma vontade de pintar meu cabelo de azul e apagar tudo da minha memória.
Queria ser Clementine do filme: brilho eterno de uma mente sem lembranças.
Quão bom seria conhecer tudo denovo, quão bom é o novo.
Tem sensações que são boas quando são primatas, depois perdem seu sabor.
A vida às vezes é amarga, mas se o amargo não existisse, não teriámos o doce.
Gosto dessa cidade da mesma intensidade que gosto de viajar.
Mas agora é hora de ir, sentir o doce, o azul. É hora de sentir.
Permita-se, é carnaval.
Queria ser Clementine do filme: brilho eterno de uma mente sem lembranças.
Quão bom seria conhecer tudo denovo, quão bom é o novo.
Tem sensações que são boas quando são primatas, depois perdem seu sabor.
A vida às vezes é amarga, mas se o amargo não existisse, não teriámos o doce.
Gosto dessa cidade da mesma intensidade que gosto de viajar.
Mas agora é hora de ir, sentir o doce, o azul. É hora de sentir.
Permita-se, é carnaval.
quarta-feira, 2 de março de 2011
Porque era sempre assim, eu fazia meu caminho de sempre, então mostrava-se aquela pequena estranha, com aquela cara entediada e incoerente. Hora ou outra abria um sorriso peculiar, daquelas pessoas que riem sozinhas no meio da rua, ascendia um cigarro, alimentava o círculo vicioso, fumava até o filtro, sem pressa alguma. Sempre, surreal e dissonante. Tomava uma dose até encontrar seu rosto no fundo do copo, até ler sua raiva e a idiossicrancias de uma pessoa sobria.
O mundo era tedioso, as pessoas eram tediosas, e quanto mais certeza ela tinha certeza disso, se aprofundava nos seus vícios.
Ela sempre andava devagar, talvez com uma nova melodia ecoando na cabeça, destraída, desventurada, desiludida. E chamava atenção, aquelas coisas de estética. Dos padrões inventados para os idiotas seguirem, ela fugia de todos. O andar desengonçado, a expressão alienada. Parecia estar sempre em outro mundo, lunática, juro que não sei como não tropeçava. Exibia certa frieza, sempre buscando o além, envolta em seus conflitos internos. Faz tudo sempre igual, e nem acorda de manhã cedo, nunca sabe que horas são, e chega sempre atrasada, se é que vai a algum lugar. Está andando sempre sem direção, traçando suas próprias rotas, e sempre convivendo com derrotas. Será preconceito pessoal? É com pena que eu digo, sentia medo dela, um certo asco.
Provavelmente ninguém entenderia o porque dela insistir em escrever tudo torto, em linhas certas. O vento que trazia as idéias, assim, tão vagas.
O mundo era tedioso, as pessoas eram tediosas, e quanto mais certeza ela tinha certeza disso, se aprofundava nos seus vícios.
Ela sempre andava devagar, talvez com uma nova melodia ecoando na cabeça, destraída, desventurada, desiludida. E chamava atenção, aquelas coisas de estética. Dos padrões inventados para os idiotas seguirem, ela fugia de todos. O andar desengonçado, a expressão alienada. Parecia estar sempre em outro mundo, lunática, juro que não sei como não tropeçava. Exibia certa frieza, sempre buscando o além, envolta em seus conflitos internos. Faz tudo sempre igual, e nem acorda de manhã cedo, nunca sabe que horas são, e chega sempre atrasada, se é que vai a algum lugar. Está andando sempre sem direção, traçando suas próprias rotas, e sempre convivendo com derrotas. Será preconceito pessoal? É com pena que eu digo, sentia medo dela, um certo asco.
Provavelmente ninguém entenderia o porque dela insistir em escrever tudo torto, em linhas certas. O vento que trazia as idéias, assim, tão vagas.
terça-feira, 1 de março de 2011
ela despe os lençóis, encosta-se à janela
prova a paixão nos lábios, serve-te o medo gelado
ela mente com força - te ignora
e chora toda a tristeza que ensaiou durante tarde
e quando sais, com o peso da sua solidão
ela alimenta os pássaros com os restos do teu coração.
Quando chove ela é de outro mundo,
o de mármore e árvores brancas, ténues.
Sente raízes crescerem nos teus pés e o cheiro da terra transbordando-a.
Veste-se de neblina e respira o horizonte.
As aves gritam, as águas sobem, os peixes fogem...
Mas nada podem-na tirar este momento.
Sente os séculos que a criaram subirem-na pelas veias.
O seu sangue é boreal.
Alma fria em coração quente.
Passem logo, dias.
Venha logo o dia.
prova a paixão nos lábios, serve-te o medo gelado
ela mente com força - te ignora
e chora toda a tristeza que ensaiou durante tarde
e quando sais, com o peso da sua solidão
ela alimenta os pássaros com os restos do teu coração.
Quando chove ela é de outro mundo,
o de mármore e árvores brancas, ténues.
Sente raízes crescerem nos teus pés e o cheiro da terra transbordando-a.
Veste-se de neblina e respira o horizonte.
As aves gritam, as águas sobem, os peixes fogem...
Mas nada podem-na tirar este momento.
Sente os séculos que a criaram subirem-na pelas veias.
O seu sangue é boreal.
Alma fria em coração quente.
Passem logo, dias.
Venha logo o dia.
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